Biografia Vinicius de Moraes

Robert Nesta Marley, nascido a 6 de fevereiro de 1945, no vilarejo de Nine Miles, localizado no município de St.Ann, ao norte da ilha

Ludwig van Beethoven

Ludwig van Beethoven (1770-18270) para criar suas músicas despejava água gelada sobre a cabeça

Ouvir música faz bem ao coração, aponta pesquisa de cardiologistas

Música é a combinação de ritmo, harmonia e melodia, de maneira agradável ao ouvido.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Cantoras Brasileiras de todos os tempos

Cantoras brasileiras  cada qual com seu estilo e talento em suas épocas. Cantoras consagradas e atuais. Cantoras que sofreram na ditadura e as que lutaram pela democracia.
Vamos mostrar um pouco sem uma ordem cronológica  vozes que fizeram parte da nossa historia no passado e hoje. Dividimos em três  post para falar um pouquinho de cada uma.
Carmen Miranda
Em uma época de dificuldades infinitamente superiores, Carmen foi a voz e a imagem do Brasil no exterior. Nascida em Portugal, foi no Rio de Janeiro que ela começou a carreira no começo da era de ouro das cantoras do rádio, em meados dos anos 30 – quando já havia feito sucesso com a icônica marcha carnavalesca “Pra Você Gostar de Mim (Taí)” e registrado dezenas de outras canções em disco. Com essa energia que transformava as letras melancólicas em hits dançantes dos bailes, Carmen fez uma transição rápida para o cinema  e logo também pulou para a Broadway e Hollywood. Passou a cantar também em inglês e, mesmo com o sotaque arrastado, conquistou a simpatia ianque. Deveria, então, uma portuguesa de sucesso nos Estados Unidos estar nesta lista de brasileiros? “Carmen Miranda me ensinou que uma gringa pode ser a mais brasileira de todas”, decretou Rita Lee à Rolling Stone, em 2007.

 Inezita Barroso
O trabalho de pesquisa, registro e divulgação do folclore musical do Brasil que Inezita faz há décadas é monumental. Ela segue resoluta pela estrada de chão batido que a levou ao coração do país para resgatar modas de viola, pagodes caipiras e outros ritmos. A voz de contralto de Inezita tem o cheiro do mato e a amplidão dos campos. É a rainha inconteste da verdadeira canção rural brasileira.

Dona Ivone Lara
São mais de 90 anos de samba, e Dona Ivone Lara exibe com graça tanto tempo vivido não só na habilidade com que interpreta as canções, como também na naturalidade entregue a cada nota, com a elegância de uma voz que poderia ser frágil, mas é inteligentemente imprecisa e subjetiva. Além de compositora de importante obra, ela também é uma realeza popular, que desfila e angaria reverências já no respeitoso nome que carrega por onde passa.

 Aracy de Almeida
Aracy de Almeida  começou a carreira nos anos 30, gravando obras-primas do compositor Noel Rosa, Com ele teve grande convivência e dele gravou muitas músicas. Era chamada de:"A Dama da Central", pois somente viajava de trem e quase sempre pela Central do Brasil. Noel Rosa disse numa entrevista a Orestes Barbosa, que Aracy de Almeida, que muitos chamavam de Araca, era sua melhor interprete.
Até hoje, a voz boêmia de Aracy é veículo perfeito para expressar dores de amores e as infindáveis noites nos botequins.

Angela Maria
Começou cantando em coro de Igreja. Enquanto trabalhava numa fábrica de lâmpadas, participava, às escondidas, de programas de calouros. Adotou o nome de Ângela Maria para não ser identificada pela família. Como ganhava todos os concursos, foi cantar no famoso Dancing Avenida e depois na rádio Mayrink Veiga. 
Angela Maria consagrou-se como uma das grandes intérpretes do gênero samba-canção (surgido na década de 30), ao lado de Maysa, Nora Ney e Dolores Duran. 

Dalva de Oliveira
A arte como imitação da vida. As canções doloridas que Dalva de Oliveira entoava com sua voz imensa refletiam fielmente sua própria vida amorosa turbulenta. A batalha que ela travou através dos discos com Herivelto Martins, depois da separação do casal, registrou uma das mais tempestuosas e célebres relações da nossa música. Mais do que os detalhes controvertidos da biografia da cantora, o que interessa são as gravações. Com Herivelto e Nilo Chagas, Dalva formou em 1937 o histórico Trio de Ouro. O maior sucesso do grupo, “Ave Maria no Morro”, descobre beleza em um cenário de pobreza, o das favelas do Rio, em afirmação poética e existencial de grande valor. No final dos anos 40, partiu para uma carreira solo repleta de êxitos comerciais e artísticos. Com lindo timbre e vigoroso vibrato na voz, Dalva sabia utilizar recursos dramáticos com eficiência e como ninguém.

Nana Caymmi
Dinair Tostes Caymmi já nasceu cantando. Afinal, ela vem de um dos berços mais esplêndidos da música brasileira. Filha de Dorival Caymmi, cantor e compositor baiano, Nana recebeu de presente do pai, ainda criança, a linda canção “Acalanto”, a qual, aos 19 anos, gravou com ele, o que praticamente marcou o início de sua carreira. Desde então, sua voz potente e de respiração perfeita marcou várias composições do pai. Contralto da maior grandeza, ela chamou atenção em 1966 ao vencer o I Festival Internacional da Canção, da TV Globo, interpretando “Saveiros”, composição do irmão Dori Caymmi e de Nelson Motta. Outro momento marcante da carreira foi, na década de 1990, quando excursionou com Dori e o outro irmão, Danilo. Inúmeras vezes premiada como a melhor cantora do ano, Nana não poderá ser jamais esquecida em qualquer lista que se faça das grandes vozes femininas brasileiras.

Clementina de Jesus
Clementina fez sua primeira gravação, ao vivo, somente aos 63 anos de idade, em 1964. Aprendeu com a mãe os cantos de trabalho, jongos (cantados na língua africana bantu) e pontos de umbanda e candomblé, ao mesmo tempo em que fazia parte do coro de uma igreja católica. Isso faz com que sua voz trovejante representasse a mistura de credos e raças do país, especialmente no cenário do começo do século 20, com a nossa cultura popular ainda sob forte influência africana. Neta de escravos, Clementina pegou do continente africano alguns detalhes do seu jeito de cantar e chegava a ser repreendida nas casas onde trabalhou – uma das patroas chegou a pedir para ela parar com os “miados”. Ao se ouvir gravada pela primeira vez, na casa de Herminio Bello de Carvalho, percebeu que de miado sua voz não tinha nada.

Celly Campelo
Celly Campelo nunca escondeu suas raízes interioranas – ela, ao lado do irmão Tony, nasceu em Taubaté, em São Paulo. Mas não enveredou pela música regional e sim pelo rock, tendo êxito com versões para hits internacionais. A voz de Celly foi mais ouvida no pop brasileiro pré-jovem guarda.

Elizeth Cardoso
Padrão e sólida referência do canto feminino brasileiro, por conta da estilosa voz de contralto que roçava os tons de mezzo-soprano, Elizeth Cardoso lançou em um disco de 1958 a revolucionária batida diferente do violão de João Gilberto. Mas àquela altura a Divina, epíteto da cantora carioca descoberta por Jacob do Bandolim em fins dos anos 30, já havia feito seu nome ao gravar outras canções do amor demais. Sem se limitar aos sambas-canção, gênero predominante na primeira fase de sua discografia, Elizeth transitou com seu canto apurado por samba, choro-canção, MPB e até pelas Bachianas de Villa-Lobos. Mas jamais se esqueceu de dar voz aos maiores compositores da era do rádio. Foi o período que a projetou em escala nacional nos anos 50 a partir da gravação de “Canção do Amor”. Única, Elizeth cantou divinamente a trilha sonora de sua época.

Fafa de Belem
O sorriso largo chama a atenção, mas não tanto quanto o cantar grave e potente de Fafá. Abraçando as raízes do Norte em diversos momentos da carreira, ela não se limitou, porém, a regionalismos. Ainda menor de idade, começou a viajar para cantar. Quando, em 1975, teve incluída na trilha de Gabriela a música “Filho da Bahia” (de Walter Queiroz, redescoberta hoje graças ao remake da novela) foi ouvida em nível nacional. O primeiro disco só viria no ano seguinte.

Vanusa
Não se engane: Vanusa não é piada pronta, mas sim uma das mais subestimadas cantoras da nossa música. O problema é que ela começou na era da jovem guarda, um movimento que nunca ganhou muito respeito por parte da crítica. A voz única, expressiva e com dicção perfeita, realmente desabrochou na década de 70, quando passou a interpretar canções mais “adultas”. Atualmente, os discos antigos de Vanusa são um vasto oceano de maravilhas a serem redescobertas.

Wanderléia
Assim como Celly Campelo, Wanderléa transmitia musicalmente para as garotas de sua geração as sensações de ser jovem e estar vivendo em tempos maravilhosos. Mas se Celly personificava uma atmosfera inocente, Wanderléa era a voz de tempos mais livres, como foram os anos 60. Mesmo sem um alcance vocal que impressionasse, ela sabia como “vender” uma canção, e por isso tornou-se o ícone feminino mais famoso da jovem guarda.

Elba Ramalho
O vibrato e o sotaque são carregados pela paraibana Elba Ramalho nestes mais de 30 anos de carreira com a mesma garra com que o sertanejo atravessa o solo árido pelo horas a fio em busca de água. Elba vagou por xote, maracatu, frevo, baião, forró e chegou à MPB calejada e com personalidade grande. Nas canções românticas, pepitas dentro de um repertório dançante, ela mostra seu maior dom: cantar com paixão desesperadora, capaz de fazer brotar lágrimas em marmanjos.

Zélia Ducan
A cantora nascida em Niterói representa um filão interessante na prateleira das vozes femininas que surgiram na década de 90. Dona de vocais graves com traços de rouquidão, passeia com flexibilidade em sonoridades diversas. Ela se sai bem no folk, pop e samba. O estilo discreto de seu vocal é um contraponto para interpretações desenvoltas nos palcos. Sempre fugindo do óbvio, Zélia faz incursões elegantes por repertórios alheios e já casou sua voz em inúmeras parcerias.

Sandra de Sá
Assim como Sandra de Sá sempre faz questão de salientar suas origens no seu visual, na voz também está escancarada a negritude orgulhosa habilmente traduzida nas muitas notas que a cantora consegue atingir  desde um grave poderoso ao agudo estridente. Sandra faz o que quer com as notas e tem um balanço cativante no palco em uma explosão de ritmos. E além disso, também não tem nenhum medo da breguice ao ser completamente passional.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Ouvir música faz bem ao coração, aponta pesquisa de cardiologistas


Ouvir música faz bem ao coração. É o que garante um novo estudo apresentado no congresso anual da Sociedade Européia de Cardiologia, em Amsterdã.
De acordo com o estudo, a música ajudou na recuperação de pacientes com problemas cardíacos. Além disso, segundo os cardiologistas responsáveis pela pesquisa, qualquer pessoa pode melhorar a saúde do próprio coração ouvindo música.
Para realizar o estudo, os médicos dividiram 74 pacientes com problemas cardíacos em três grupos. Dois deles receberam aulas de ginástica por três semanas. Desses dois, um recebeu ordens para ouvir qualquer tipo de música durante uma hora por dia.
O terceiro grupo não fez qualquer tipo de exercício, mas também ouviu música.
O grupo que se exercitou e ouviu música melhorou sua capacidade aeróbica em 39%, além de mostrar mudanças positivas com relação a seus problemas cardíacos.
Enquanto isso, o grupo que apenas se exercitou melhorou sua capacidade em 29%, e o grupo que apenas ouviu música ainda assim melhorou sua capacidade aeróbica em 19%.
Segundo disse ao jornal britânico "Telegraph" a professora Delijanin Ilic, do Instituto de Cardiologia da Universidade de Nis, na Sérvia, não importa que tipo de música você ouça --desde que seja do seu agrado.

"Quando ouvimos alguma música que apreciamos, nosso cérebro produz endorfina e isso ajuda nossa circulação. Não há um tipo de música que seja 'melhor'. O que importa é que a pessoa goste da música e ela a deixe feliz."


 Além de fazer bem para a alma, música ajuda no tratamento de algumas doenças 

Quem nunca gritou de alegria quando começou a tocar sua canção preferida? Ou então se sentiu mais animado depois que ouviu aquela música alegre? Ou ainda colocou uma musiquinha calma só para relaxar? Pois é, dá pra sentir que a música faz bem para a alma. O legal é descobrir que ela também faz bem para o corpo, ajudando inclusive no tratamento de várias doenças. É isso que faz a musicoterapia.
Dá pra sentir no corpo as alterações que a música causa: dependendo do ritmo, a respiração se torna mais calma ou mais ofegante, a pressão sanguínea aumenta ou diminui, os batimentos cardíacos se tornam mais fortes ou mais leves. E isso já foi comprovado em vários estudos, como os divulgados pela American Music Therapy Association-AMTA, dos Estados Unidos, e pelo World Federation of Music Therapy-WFMT, localizada em Gênova, na Itália.

Além disso, a música fala diretamente ao sistema límbico do cérebro (região responsável pelas emoções, pela motivação e pela afetividade), contribuindo para a socialização e até mesmo aumentando a produção de endorfina. Por isso, pode ser usada no combate à depressão, ao estresse, à ansiedade; no alívio dos sintomas de doenças como hipertensão e câncer; e no tratamento de pacientes com dores crônicas


Terapia da música

Reconhecendo todo esse poder terapêutico da música é que surgiu a musicoterapia. A prática, que utiliza músicas, sons e movimentos com fins terapêuticos, já é adotada em diversos hospitais, clínicas e centros de reabilitação para a integração física, psicológica e emocional.

“No Brasil, a maioria das APAEs e Centros de Reabilitação utilizam a musicoterapia como parte de seu trabalho. Ela vem sendo implantada nos Centros de Referência de Assistência Social e nos Centros de Atendimento Psiquiátrico para adultos e crianças, e também nos Hospitais e Centros de Neurologia, em ONGs e em escolas especiais”, aponta a musicoterapeuta Magali Dias, secretária geral da União Brasileira de Associações de Musicoterapia-UBAM.

A musicoterapia ainda é utilizada em empresas, para melhorar o desempenho dos funcionários, em spas, para auxiliar na redução da ansiedade, em escolas, ajudando na concentração e no aprendizado dos alunos, e em centros de atenção aos idosos, contribuindo para a socialização e para a prevenção e tratamento de doenças.


Trilha sonora
Um dos pontos mais interessantes da musicoterapia é que não há uma receita pré-definida de tratamento. A terapia é estabelecida em conjunto com o musicoterapeuta e o paciente, de acordo com suas necessidades e seus objetivos. E é o próprio paciente que escolhe as músicas, segundo seu próprio repertório pessoal. Isso permite que tenha uma maior interação com suas emoções e, caso a terapia seja em grupo, a aproximação com o coletivo.

“A música ou o ritmo escolhido é aquele que vem da solicitação do paciente, do usuário ou do aluno. Não existe uma música para isto ou para aquilo outro. A música tem que ter significado para quem a escuta e trabalha com ela”, destaca Magali.

Muitas pessoas acreditam que há um ritmo certo para cada função: relaxar, animar, ou até ajudar a se concentrar. Mas não é bem assim. O repertório pode ser variado, indo do rock ao jazz, passando por moda de viola ou MPB. Isso porque as músicas são escolhidas pelo paciente, e vão depender do seu gosto.

“As músicas só fazem efeito se elas têm uma conexão especial para quem as ouve. Podemos usar diferentes tipos de ritmos, do erudito ao rock. Não há uma regra preestabelecida e nem uma receita pronta dizendo use tal ritmo para isso ou aquilo, mas sim uma sintonia entre cliente e profissional”, afirma Cláudia Murakami, pedagoga e musicoterapeuta da Vita Clínica.

Depois de estabelecido o repertório, o tratamento é feito em uma sala especial, com acústica adequada, e as sessões (individuais ou em grupo) incluem música e recursos sonoros variados como vozes, instrumentos e ruídos. O musicoterapeuta avalia então a reação do paciente diante de cada som, documenta tudo e vai comparando os resultados com seu projeto inicial. Os resultados, de acordo com os profissionais, já podem ser sentidos logo após dez dias.

Música no combate a doenças

A musicoterapia vem sendo muito utilizada no combate ao estresse. Isso porque, como fala diretamente ao emocional, ela ajuda a relaxar e promove uma sensação de bem-estar. “A música, quando é relaxante para a pessoa, ajuda muito a combater não somente o estresse, mas também ansiedade, angústia, depressão e insônia, pois faz com que o cérebro libere endorfinas e serotoninas, proporcionando prazer e sensação de bem-estar”, explica Cláudia.

Além disso, um estudo apresentado este ano na American Society of Hypertension-ASH, apontou que a música pode até mesmo baixar a pressão arterial e o ritmo cardíaco – o que traria outros benefícios além do relaxamento, como ajudar no tratamento de hipertensos e atuar na prevenção de doenças cardiovasculares.

A música também vem sendo uma grande aliada no tratamento da dor. Pesquisa realizada pela Cleveland Clinic Foundation, nos Estados Unidos, comprovou que ouvir música pode ter efeitos benéficos no tratamento de dores crônicas, como as causadas pelo câncer. Por isso a musicoterapia já está sendo usada pelo Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer-GRAAC como parte do tratamento.  “O que ocorre é a troca do foco da dor, ou seja, afasta-se da mente a sensação de dor e diminui-se gradativamente a ansiedade que a dor provoca no paciente”, explica Cláudia.

Apesar de ouvir música ser prazeroso e relaxante, é importante ressaltar que não dá pra fazer musicoterapia sozinha em casa. Isso só é alcançado com o trabalho com um profissional. “Só um musicoterapeuta pode conduzir uma sessão de musicoterapia, senão será apenas uma recreação com música. Nossa formação é voltada para que tenhamos todas as ferramentas teóricas e práticas para desenvolver este trabalho”, enfatiza Magali.

Mesmo sem efeitos terapêuticos, ouvir música apenas por lazer ou relaxamento também tem efeitos benéficos. Como cada pessoa tem seu próprio repertório musical (aquelas músicas que de alguma forma marcaram nossa vida) é possível fazer uma coletânea com as que lembram momentos especiais e prazerosos (como o primeiro beijo, aquela viagem inesquecível, o nascimento de um filho) e ouvir em casa, no trânsito, ou mesmo durante uma pausa no escritório. Especialistas apontam que isso ajuda – e muito – a restabelecer a calma e o bem-estar.
É possível fazer uma coletânea com as canções que lembram momentos especiais e prazerosos como o primeiro beijo, o nascimento de um filho ou uma viagem inesquecível








Moraes, Vinicius de (1913 - 1980)


Biografia

Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes (Rio de Janeiro RJ 1913 - idem 1980). Poeta, compositor de música popular, cronista e crítico de cinema. Pertencente a uma família de intelectuais, com formação católica. Faz no colégio jesuíta Santo Inácio o curso secundário e participa do coro nas missas de domingo. Os estudos musicais lhe rendem, em 1928, o primeiro sucesso, com composição realizada em parceria dos amigos Paulo e Haroldo Tapajós. Ingressa na faculdade de direito e adere ao grupo católico formado pelo escritor Otávio de Faria, o pensador San Thiago Dantas e o jurista Américo Jacobina Lacombe, entre outros. Conclui o curso em 1933, ano em que lança o primeiro livro, Forma e Exegese. Estuda língua e literatura inglesa na Universidade de Oxford, Inglaterra, até a eclosão da Segunda Guerra Mundial, quando, de volta ao Brasil, escreve regularmente crítica de cinema para jornais e revistas. A partir de 1943, ingressa na carreira diplomática e presta serviços consulares em diversos países, até 1968, quando em virtude de oposições à ditadura militar é exonerado do cargo. A década de 1950 marca o início de sua dedicação à música popular, da composição de seus primeiros sambas e de sua participação na criação da bossa nova, ao lado de Antônio Carlos Jobim (1927 - 1994), com o lançamento do disco Canção do Amor Demais, em 1958, interpretado por Elizeth Cardoso. A lírica de Vinicius torna-se mundialmente conhecida, em 1959, quando o filme Orfeu Negro, uma adaptação de sua peça Orfeu da Conceição, realizada pelo diretor francês Marcel Camus, é premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes e recebe o Oscar de melhor filme estrangeiro. Os últimos anos do poeta são dedicados principalmente à música, período que ele vive entre turnês nacionais e internacionais, acompanhado de Toquinho (1946), seu parceiro mais constante.

Cronologia

1913 - Nasce no Rio de Janeiro
1917 - Ingressa na escola primária Afrânio Peixoto
1924 - Faz os estudos secundários no Colégio Santo Inácio, onde participa do coro das missas de domingo
1928 - Em parceria dos amigos Paulo (1913 - 1990) e Haroldo Tapajós (1915 - 1994) compõe Loura ou Morena e Canção da Noite, músicas alcançam grande sucesso
1930 - Ingressa na Faculdade de Direito do Catete, onde se liga ao grupo católico formado pelo escritor Otávio de Faria (1908 - 1972), o pensador San Thiago Dantas (1911 - 1964) e o jurista Américo Jacobina Lacombe (1909 - 1993), entre outros
1931 - Entra para o Centro de Preparação de Oficias do Exército - CPOR
1934 - Recebe o Prêmio Filipe d'Oliveira por Forma e Exegese
1938 - Recebe bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesa no Magdalen College, da Universidade de Oxford, Inglaterra
1941 - Inicia carreira de crítico de cinema no Suplemento Literário do jornal A Manhã
1942 - Faz uma extensa viagem ao Nordeste brasileiro, acompanhando o escritor norte-americano Waldo Frank. Na estada no Recife, conhece o poeta João Cabral de Melo Neto (1920 - 1999), de quem se torna amigo
1943 - Ingressa, por concurso, na carreira diplomática, e faz estágio na Divisão Cultural da Secretaria de Estado
1944 - Dirige o suplemento literário de O Jornal
1946 - É designado vice-cônsul em Los Angeles, Estados Unidos
1947 - Estuda cinema com os norte-americanos Orson Welles (1915 - 1985) e Gregg Toland (1904 - 1948)
1949 - É publicado o poema Pátria Minha, com edição artesanal de 50 exemplares feita por João Cabral de Melo Neto, em Barcelona, Espanha
1950 - Vai ao México, em visita ao seu amigo o poeta chileno Pablo Neruda (1904 - 1973)
1951 - Assina a coluna sobre cinema do jornal Última Hora
1952 - Viaja durante um mês pelas cidades históricas de Minas Gerais após convite do cineasta Alberto Cavalcanti (1897 - 1982) para escrever o roteiro de um documentário sobre Aleijadinho
1953 - Escreve a peça Orfeu da Conceição, premiada no ano seguinte no Concurso de Teatro do IV Centenário da Cidade de São Paulo. É transferido para a França, onde vive até 1957
1956 - Estréia o musical Orfeu da Conceição, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com cenografia de Oscar Niemeyer (1907 - 2012) e música de Tom Jobim (1927 - 1994)
1958 - É lançado o LP Canção do Amor Demais, com composições em parceria de Tom Jobim e interpretadas por Elizete Cardoso (1920 - 1990). O disco é considerado precursor da bossa nova
1959 - Intensifica sua produção voltada à música popular
1969 - É exonerado do Itamaraty após decretação do Ato Institucional nº 5 - AI5
1970 - Início de sua parceria com Toquinho (1946). Dedica-se quase exclusivamente à música
1980 - Morre no dia 9 de julho, no Rio de Janeiro

Obra publicada no Brasil - primeiras edições
Poesia

O Caminho para a Distância - 1933 
Forma e Exegese - 1934 
Ariana, a Mulher - 1936 
Novos Poemas - 1938
Cinco Elegias - 1943
Poemas, Sonetos e Baladas - 1946 
Pátria Minha - 1949 
Antologia Poética - 1954
Livro de Sonetos - 1957 
Novos Poemas II - 1959
Obra Poética - 1968 
A Pablo Neruda - 1973 
O Falso Mendigo - 1978 
O Operário em Construção e Outros Poemas - 1979 
Jardim Noturno* - 1993 - com poemas inéditos

Crônica
Para Viver um Grande Amor - 1962 
Para uma Menina com uma Flor - 1966 
O Cinema de Meus Olhos - 1992

Teatro
As Feras - 1961
Procura-Se uma Rosa - 1961 - com Pedro Bloch e Gláucio Gill
Cordélia e o Peregrino - 1965 
Orfeu da Conceição - 1967

Infantil e juvenil
A Arca de Noé - 1970


Correspondência
Querido Poeta: Correspondências de Vinicius de Moraes* - 2003 - organização Ruy Guerra*publicação póstuma

publicação póstuma








terça-feira, 25 de junho de 2013

Música Popular do Brasil


A Música Popular Brasileira (mais conhecida como MPB) é um gênero musical brasileiro. A MPB surgiu a partir de 1966, com a segunda geração da Bossa Nova. Na prática, a sigla MPB anunciou uma fusão de dois movimentos musicais até então divergentes, a Bossa Nova e o engajamento folclórico dos Centros Populares de Cultura da União Nacional dos Estudantes, os primeiros defendendo a sofisticação musical e os segundos, a fidelidade à música de raiz brasileira. Seus propósitos se misturaram e, com o golpe de 1964, os dois movimentos se tornaram uma frente ampla cultural contra o regime militar, adotando a sigla MPB na sua bandeira de luta.
Dizer que a música popular feita no Brasil é caracterizada por sua riqueza é repetitivo, mas é essencial para defini-la.
Sua história começa com os índios e com a música feita pelos jesuítas que aqui aportaram. Esse encontro entre a música dos jesuítas e a música dos indígenas é a pré-história da música popular do Brasil. A evolução desses ritmos primitivos, como o cateretê ou o cantochão, são ainda hoje tocados em festas populares.
A música popular do Brasil só se tornaria mais forte no final do século 17, com o lundu, dança africana de meneios e sapateados, e a modinha, canção de origem portuguesa de cunho amoroso e sentimental. Esses dois padrões, a influência africana e a européia, alternaram-se e combinaram-se das mais variadas e inusitadas formas durante o percurso que desembocou, junto a outras influências posteriores, na música popular dos dias de hoje, que desafia a colocação de rótulos ou classificações abrangentes.
Durante o período colonial e o Primeiro Império, além dos já citados lundu e modinha, também as valsas, polcas e tangos de diversas origens estrangeiras encontraram no Brasil uma nova forma de expressão.
Já no século 19 surgem os conjuntos de chorões, que adaptam formas musicais européias -como a mazurca, a polca e o scottisch- ao gosto brasileiro e à forma brasileira de se tocar essas construções. Surge então, a partir da brasileirização dessas formas, o choro, e firma-se novas danças, como o maxixe.
Outras duas coisas que ajudaram decisivamente o aparecimento da canção popular no Brasil foram o carnaval carioca e o gramofone. Pixinguinha, João da Baiana, Donga-autor de Pelo Telefone, primeiro samba gravado, em 1917-, foram grandes nomes nesse período, junto com os continuadores dos chorões.
O samba urbano só se firmaria na década de 30, época em que surge a primeira escola de samba, a Deixa Falar, fundada em 1929. Depois, com a popularização do rádio e do disco a música popular se consolidaria e chegaria ao mundo de opções musicais que hoje o Brasil possui.
Documentário revela a  conspiração americana para acabar com a MPB
O livro “ Fire Wood Operation” escrito por Neil Jackman, pesquisador musical e fez revelações estarrecedoras sobre uma conspiração estrangeira para exterminar a música Brasileira.
A partir dos anos 40, a música Brasileira começou a impressionar o mundo pelo seu potencial. Os sucessos de Ari Barroso, Carmem Miranda e Tom Jobim deixaram as corporações artísticas espantadas e com medo do Brasil dominar o mundo. A partir daí, foi criada uma corporação secreta com um único objetivo: destruir a música brasileira.




Festivais da Música Popular Brasileira


Festival da Música Popular Brasileira foi uma série de programas transmitidos por algumas emissoras de televisão brasileira (TV Excelsior, TV Record, TV Rio, Rede Globo) entre os anos de 1965 a 1985. Esses festivais consolidaram a música popular brasileira, além de revelar e consolidar grandes compositores e interpretes da nossa música (Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Geraldo Vandré, entre outros).










PROMOÇÃO CONFIRA!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Como recuperar CDs e DVDs riscados sem dificuldades


Muitas vezes, depois de algum tempo de uso, CDs e DVDs acabam riscando e até chegam a ficar inutilizados.
Isso pode ocorrer por diversos motivos: manuseio incorreto, excesso de exposição, contato com sujeira, enfim, são vários os fatores.
Independente de como acontece, normalmente isso é um problema, pois podem gerar perdas irreparáveis de dados importantes. Para isso, o Baixaki agora dará a vocês, algumas dicas de como tentar recuperar estas mídias.

Importante
Deixamos claro que nem sempre este método aqui apresentado deverá funcionar completamente, portanto não nos responsabilizamos por possíveis danos que venham a ser causados nas mídias.

 

A primeira coisa a ser feita é lavar o CD/DVD com água e então deixá-lo escorrer um pouco antes de secá-lo com algo macio para não causar mais riscos.
Depois disso, apóie-o em algo firme (uma mesa ou uma pia, por exemplo) e então com uma pasta de dente (de preferência branca ou massa polidora fina de automóveis e aplique na mídia, desenhando círculos como se fosse um leitor, sempre fazendo pouca pressão.
Agora, pegue um pano macio e repita a operação, removendo o excesso de massa/pasta em seu CD/DVD. Então, leve-o até a pia e lave novamente com muito cuidado, retirando todas as possíveis sobras de pasta/massa. Finalizado este processo, seque-o bem e certifique-se de que não restou nenhum resíduo do produto ou de água.

Pronto! Apesar de ainda ser possível ver os riscos, você acabou a tentativa de recuperar sua mídia. Agora basta testá-la e ver se deu certo. Se sim, aproveite para fazer uma cópia de segurança, sempre mantendo a original guardada, pois a legislação brasileira permite a realização deste tipo de cópia desde que se possua a versão original.



 Ao manuseá-los, tome o seguinte cuidado: ao liberar o disco do estojo, segure-o sempre pelas bordas, evitando tocar na superfície espelhada do disco.
- Manchas e poeiras podem causar erros de leitura, que podem ser confundidos com problemas no próprio disco ou aparelho.

- Portanto, ao notar algum tipo de problema de reprodução, antes de qualquer outra ação, verifique se o disco está sujo.
- Armazene os discos horizontalmente e em local bem ventilado.
- Nunca utilize discos que apresentam rachaduras ou cortes. Isto pode danificar o aparelho.
- Use um pano bem macio e água com detergente neutro, para remover qualquer partícula de sujeira, pó ou digitais dos dedos.
- Quando limpar nunca limpe de maneira circular. Sempre do centro (furo) para a lateral em linha reta. Ao contrario da limpeza dos discos de vinil.
- Após guardar o CD na caixa, coloque por cima dele um guardanapo comum, como se fosse um cobertor. A umidade vai para o guardanapo e não para o CD.




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